Namoro na adolescência

  • 3 ago

Namoro na adolescência

 

Só quem tem filhos adolescentes sabe o quanto é complicado quando chega a fase de namoro sem ter um manual de instruções.

Hoje em dia o namoro tem começado cada vez mais cedo. Sabemos que a indução para as sensações libidinosas na adolescência, está cada vez mais apelativa nos meios de comunicação social. Escapar disto é uma tarefa árdua, e quase impossível. Como a onda é pegar, ficar e descartar, os jovens ficam sentindo-se meio que deslocados diante da galera que está pegando mesmo.

Embora não exista idade ideal para começar um namoro,

alguns pontos devem ser observados pelos pais e adolescentes.

1- observar o ritmo de estudo;

2- incentivar à prática esportiva;

3- estimular para que saia com os amigos e que mantenha compromissos da comunidade, incluindo os religiosos se for o caso;

4- participar nas viagens e atividades da família;

5- controlar de alguma forma o tempo de estarem juntos no namoro e de chegarem em casa;

6- evitar acolher o namorado ou namorada dos filhos como se já fizessem parte da família, tipo norinha e genrinho;

7- ser presente nas realizações dos filhos e fomentar os sonhos deles.

8- perceber se os pensamentos e sentimento estão canalizados APENAS para a parceira ou parceiro. Se estiver, é sinônimo de dependência. Afinal, toda e qualquer dependência é negativa.

9- observar mudanças no comportamento, isolamento social, dificuldade escolar, perda de interesse nas tarefas cotidianas, interesse em abandonar os estudos (escola e faculdade), alteração no sono e no apetite e até depressão, transtorno de ansiedade e crises de pânico.

10- escutar as demandas dos adolescentes, suas dores, conflitos e paixões;

Outros cuidados familiares:

1- investigar se os pais estão sendo influenciados pelo LIBERALISMO apresentado na mídia e têm medo de assumir uma posição conservadora, pois não querem ser tachados de quadrados, sobretudo numa sociedade em que o ideal é ser moderno.

2- Investigar se são omissos e permitem que o namoro aconteça delegando ao jovem uma responsabilidade para a qual ele não está preparado.

3- Investigar se são rígidos e assumem uma postura radical levando os filhos a mentirem

 

Virgínia Suassuna
Psicóloga, Fundadora do Instituto Suassuna
@virginiasuassuna

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