Redes Sociais e Transtornos Alimentares: Como a Psicologia Pode Ajudar?

  • post publicado em 10/02/25 às 10:02 AM
  • Tempo estimado de leitura: 3 minutos

 

As redes sociais são hoje um dos principais meios de comunicação e entretenimento, especialmente entre os jovens. No entanto, sua influência na saúde mental tem sido amplamente discutida, especialmente no que diz respeito aos transtornos alimentares. Estudos recentes apontam que plataformas como Instagram, TikTok e Twitter podem contribuir para a insatisfação corporal e para o desenvolvimento de comportamentos alimentares prejudiciais.

O Instituto Suassuna, por meio do programa Todos Cuidados, busca oferecer suporte psicológico para aqueles que enfrentam esses desafios, promovendo uma relação mais saudável com a alimentação e a autoimagem.

A Influência das Redes Sociais nos Transtornos Alimentares

A exposição constante a imagens idealizadas de corpos e conteúdos que reforçam padrões estéticos irreais tem sido associada ao aumento da insatisfação corporal e de transtornos como anorexia e bulimia. Um estudo publicado na Journal of Eating Disorders revelou que o consumo excessivo de conteúdo sobre dietas e fitness nas redes sociais está diretamente ligado a comportamentos alimentares disfuncionais, como restrição severa e compulsão alimentar (Turner & Lefevre, 2022).

Além disso, comunidades online conhecidas como pró-ana (pró-anorexia) e pró-mia (pró-bulimia) continuam a existir, promovendo e normalizando padrões perigosos de alimentação. O estudo Radicalized by Thinness: Using a Model of Radicalization to Understand Pro-Anorexia Communities on Twitter mostrou que essas comunidades funcionam como câmaras de eco, reforçando comportamentos prejudiciais e dificultando a busca por ajuda (Rodriguez et al., 2023). (Fonte)

Outro fator preocupante é a influência dos criadores de conteúdo sobre a percepção dos jovens em relação à alimentação e ao corpo. A pesquisa Like-minded, like-bodied: How users (18-26) trust online eating and health information apontou que muitos jovens adotam práticas alimentares não saudáveis baseadas em postagens de influenciadores, sem avaliar criticamente a informação recebida (Klein et al., 2024). (Fonte)

Os Impactos Psicológicos

A relação entre redes sociais e transtornos alimentares não se limita ao desenvolvimento desses problemas; também afeta o bem-estar emocional de quem já lida com a condição. Entre os principais impactos psicológicos identificados estão:

• Aumento da ansiedade e depressão – O contato constante com imagens de corpos “perfeitos” e dietas extremas pode levar a sentimentos de inadequação, baixa autoestima e sintomas depressivos (Holland & Tiggemann, 2021).

• Perpetuação da insatisfação corporal – A comparação social intensa faz com que muitos jovens nunca se sintam satisfeitos com sua aparência, aumentando a vulnerabilidade para transtornos alimentares (Fardouly et al., 2020).

• Dependência digital e reforço negativo – Algoritmos das redes sociais tendem a recomendar mais conteúdos relacionados a dietas extremas e padrões corporais inatingíveis para quem já consome esse tipo de material, criando um ciclo vicioso difícil de quebrar (Smith et al., 2023).

O Papel da Psicologia na Prevenção e Tratamento

A psicologia tem um papel essencial tanto na prevenção quanto no tratamento dos transtornos alimentares agravados pelo uso das redes sociais. As principais abordagens incluem:

• Educação Midiática – Ensinar jovens e adultos a interpretarem criticamente o conteúdo das redes sociais e a desenvolverem um olhar mais realista sobre os padrões corporais apresentados.

• Terapia – visa Identificar e modificar pensamentos distorcidos sobre alimentação e imagem corporal, ajudando o paciente a desenvolver uma relação mais saudável com o próprio corpo.

• Grupos de Apoio – Criar espaços seguros, presenciais ou virtuais, onde pessoas possam compartilhar suas experiências e receber apoio sem julgamentos.

• Monitoramento e Intervenção Online – O uso de ferramentas digitais para identificar padrões de comportamento preocupantes e oferecer suporte psicológico preventivo.

Todos Cuidados: Um Espaço de Acolhimento e Transformação

Diante desse cenário, o Instituto Suassuna oferece o programa Todos Cuidados, que busca proporcionar acompanhamento psicológico para aqueles que enfrentam desafios relacionados à autoimagem e aos transtornos alimentares. A proposta é unir tecnologia e escuta qualificada para oferecer um suporte acessível e eficaz.

Se você ou alguém que conhece precisa de apoio, saiba mais sobre o programa em:

https://institutosuassuna.com.br/todos-cuidados/

Conclusão: O Caminho para uma Relação Mais Saudável com a Imagem e a Alimentação

As redes sociais podem ser um espaço positivo para conexão e informação, mas também podem se tornar um ambiente tóxico para quem está vulnerável a transtornos alimentares. É fundamental que possamos promover uma relação mais equilibrada e crítica com esse meio, prevenindo danos emocionais e oferecendo suporte adequado para aqueles que precisam.

Se você deseja se informar mais sobre o impacto das redes sociais na saúde mental ou precisa de apoio, não hesite em buscar ajuda profissional. A psicologia está aqui para oferecer acolhimento, orientação e caminhos para uma vida mais saudável.

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Danilo Suassuna
Danilo Suassuna

Dr. Danilo Suassuna Martins Costa CRP 09/3697 CEO do Instituto suassuna, membro fundador e professor do Instituto Suassuna ; Psicoterapeuta há quase 20 anos, é psicólogo, mestre e doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás(PUC-GO);

Especialista em Gestalt-terapia, Doutor e Mestre em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2008) possui graduação em Psicologia pela mesma instituição. Pós-Doutorando em Educação;

Autor dos livros:

  • Histórias da Gestalt-Terapia – Um Estudo Historiográfico;
  • Renadi - Rede de atenção a pessoa idosa;
  • Supervisão em Gestalt-Terapia; Teoria e Prática;
  • Supervisão em Gestalt-Terapia: O cuidado como figura;

Organizador do livro Supervisão em Gestaltt-Terapia, bem como autor de artigos na área da Psicologia; Professor na FacCidade.

Acesse o Lattes: http://lattes.cnpq.br/8022252527245527