luto materno e paterno

Luto materno e paterno

Luto materno e paterno

Nossa tendência é acreditar que “evitar” a tristeza é uma forma de não senti-la. Mas a tristeza – por toda a vida – é inevitável e somente dando ATENÇÃO às feridas é que, de fato, poderemos curá-la.

Nesse post vamos falar sobre a dor do luto e de forma bem específica sobre o luto materno e paterno. –

Quando uma mãe perde um filho é imprescindível o apoio e suporte da família, porém é mais difícil ter esse suporte pois os parentes mais próximos também estão sofrendo e vivendo essa crise.

AOS PAIS QUE PERDEM O FILHO: não se afastem. Não tentem passar pelo luto sozinhos. “Não fomos feitos para atravessar crises sozinhos.”

Aceitem o colo. Aceitem os cuidados que virão de maneiras diversas e dentro das possibilidades de cada um de seus parentes e amigos. Entendam que, muitas vezes, algumas pessoas que amamos irão se afastar, pois não sabem o que fazer ou acreditam não poder ajudar efetivamente.

AOS FAMILIARES E AMIGOS: ouçam! Apenas ouçam e estejam atentos aos “sinais” que o casal possa dar. Dê-lhe tempo para expressar, lembrando que o tempo de luto é SINGULAR. Não há receita, não há prazo… Estejam por perto e deixem que os pais enlutados mostrem de quais cuidados estão precisando. RESPEITEM o formato do luto! O luto é algo tão intenso e íntimo, que vocês podem nem mesmo reconhecer os comportamentos dos pais, que também estão tentando se reestruturar. (Ou por algum tempo nem tentem se reestruturar!)

O SILÊNCIO é um bom recurso também. Ele é uma forma de estar presente, respeitar e, inclusive, ajudar a melhorar. OFEREÇA COLO. Sua presença é importante também, mas deve ser respeitosa. Avisar que está indo visitar é importante, pois muitas vezes os pais não querem receber visitas. –

Procure ENTENDER OS SENTIMENTOS dos pais. A raiva, os “porquês?”, a culpa e até mesmo a não aceitação são naturais no processo de luto. ACOLHA! Não se preocupe em encontrar razão no comportamento dos enlutados.

Especialmente a PERDA DE FILHOS é algo que tira toda a família do eixo por haver aí uma desordem do que acreditamos e entendemos como “normal”

 

KARLA CERÁVOLO
Psicóloga, coordenadora da pós de Psicologia Perinatal e Obstétrica.
@karla.ceravolo

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