Sociedade Brasileira de Pediatria alerta para os riscos de brinquedos que conversam, aprendem preferências e simulam vínculos afetivos. O que a Psicologia tem a dizer sobre o futuro do brincar?

Imagine uma criança de seis anos conversando com seu brinquedo favorito. Ela conta como foi seu dia na escola, fala sobre uma discussão com um colega e recebe uma resposta carinhosa:

“Eu entendo você. Pode conversar comigo sempre que estiver triste.”

Até aqui, essa situação poderia parecer uma brincadeira de faz de conta. A diferença é que o brinquedo realmente responde, lembra o nome dos colegas, reconhece preferências e adapta suas conversas a partir das informações que recebe.

Estamos falando dos brinquedos com inteligência artificial, uma tecnologia que começa a modificar a maneira como as crianças brincam, conversam e interagem com objetos.

Em outubro de 2026, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um alerta sobre os possíveis riscos desses produtos para crianças e adolescentes. A recomendação ganhou repercussão nacional por meio da Agência Brasil, em 21 de outubro.

A preocupação envolve a coleta de informações pessoais, a segurança digital e, especialmente, a possibilidade de crianças atribuírem sentimentos e intenções humanas a sistemas artificiais.

O assunto merece atenção de famílias, educadores e psicólogos.

Afinal, o que acontece com o desenvolvimento emocional de uma criança quando um brinquedo começa a conversar como se fosse uma pessoa?

Por que brincar é tão importante para o desenvolvimento infantil?

O brincar ocupa um lugar fundamental na infância.

Quando uma criança transforma uma caixa de papelão em uma nave espacial, inventa uma história com bonecos ou constrói uma cidade com blocos, diferentes processos psicológicos entram em atividade.

Ela precisa imaginar, organizar ideias, tomar decisões, lidar com obstáculos e encontrar maneiras de continuar sua brincadeira.

Quando outras crianças participam, surgem novas experiências. É necessário compartilhar, negociar regras, enfrentar desacordos e compreender diferentes pontos de vista.

Essas situações contribuem para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, emocionais e sociais.

Em 2018, pesquisadores liderados por Michael Yogman publicaram, na revista científica Pediatrics, um relatório sobre a importância do brincar no desenvolvimento infantil. O documento, reafirmado pela Academia Americana de Pediatria em 2025, destaca sua contribuição para a linguagem, a autorregulação, as funções executivas e a construção de relacionamentos seguros.

Para a Psicologia, esse conhecimento dialoga com autores como Lev Vygotsky e Donald Winnicott.

Vygotsky compreendia a brincadeira como uma atividade importante para o desenvolvimento de funções psicológicas e para a aprendizagem social. Winnicott, por sua vez, dedicou parte de sua obra à relação entre brincar, criatividade e experiência emocional.

Essas contribuições permitem compreender por que a infância precisa de oportunidades para criar, explorar e estabelecer relações.

Uma criança que inventa uma brincadeira está exercitando sua capacidade de participar ativamente do mundo.

É justamente essa participação que precisamos observar quando a inteligência artificial entra na experiência infantil.

O que muda quando o brinquedo começa a responder?

Os brinquedos tradicionais podem produzir sons, movimentar-se e executar comandos previamente programados.

Os modelos equipados com inteligência artificial generativa podem oferecer possibilidades mais complexas.

Dependendo do produto, conseguem reconhecer a voz da criança, registrar informações, adaptar respostas e manter conversas que variam conforme o contexto.

Alguns sistemas chegam a simular comportamentos associados à amizade e ao cuidado.

Considere outra situação.

Uma criança conversa com um boneco e comenta que está triste porque ninguém quis brincar com ela durante o recreio.

O dispositivo responde:

“Eu gosto muito de você. Você sempre pode contar comigo.”

A frase pode proporcionar uma sensação momentânea de acolhimento. Entretanto, surge uma questão importante para o desenvolvimento emocional: como essa criança compreende a resposta?

Ela reconhece que está diante de um programa ou começa a atribuir ao brinquedo sentimentos semelhantes aos de uma pessoa?

Na Psicologia, chamamos de antropomorfização a tendência de atribuir características humanas a seres ou objetos que não são humanos.

É comum que crianças atribuam sentimentos a brinquedos durante brincadeiras imaginativas. A novidade está na capacidade dos sistemas artificiais de sustentar conversas personalizadas, criando situações em que os limites entre a fantasia, a tecnologia e a interação social podem exigir maior mediação adulta.

Uma revisão de escopo publicada em 2026, sobre inteligência artificial conversacional e desenvolvimento socioemocional, reuniu 44 relatos de pesquisa provenientes de 34 fontes distintas.

Os autores encontraram indícios de benefícios pontuais em certas aplicações, especialmente no engajamento e em comportamentos comunicativos específicos. Também observaram que determinados formatos de interação aumentavam a percepção de características humanas, a confiança e a proximidade emocional com sistemas artificiais.

Entretanto, os estudos disponíveis não demonstraram benefícios desenvolvimentais duradouros nem estabeleceram que relações artificiais possam substituir, com segurança, os vínculos humanos.

Precisamos acompanhar essa tecnologia com atenção científica, evitando conclusões precipitadas sobre seus efeitos de longo prazo.

Brinquedos com inteligência artificial podem prejudicar a saúde mental infantil?

Essa pergunta exige cuidado.

Até o momento, as evidências não permitem afirmar que o uso de brinquedos com inteligência artificial provoque, necessariamente, ansiedade, depressão, dificuldades de socialização ou transtornos psicológicos.

A investigação científica sobre os efeitos de longo prazo ainda está em desenvolvimento.

Entretanto, existem preocupações legítimas que justificam medidas preventivas.

Uma delas envolve a possibilidade de sistemas artificiais ocuparem um espaço excessivo nas experiências relacionais da criança.

Os vínculos humanos envolvem reciprocidade, negociação, limites, diferenças e convivência com sentimentos nem sempre agradáveis.

Uma amizade infantil pode incluir conflitos, reconciliações e momentos de frustração.

Essas experiências oferecem oportunidades importantes para aprender a conviver.

Imagine uma criança que deseja brincar com outra, mas recebe uma recusa. Ela precisará lidar com essa situação, buscar alternativas e compreender que a vontade do outro também participa da relação.

Um sistema artificial, dependendo de sua programação, pode oferecer interações muito diferentes, com respostas personalizadas e disponibilidade constante.

Vale investigar como essas experiências interferem nas expectativas que as crianças constroem sobre relacionamentos.

O UNICEF também chama atenção para os chamados AI companions, sistemas desenvolvidos para interações que podem assumir características de companhia, aconselhamento ou apoio emocional.

A preocupação envolve a segurança das respostas, a proteção de dados, o desenvolvimento da autonomia e os direitos de crianças e adolescentes.

O desafio envolve garantir que a tecnologia seja utilizada em condições adequadas ao desenvolvimento.

O que a ciência já descobriu sobre brinquedos eletrônicos e interação familiar?

Uma pesquisa publicada em 2016 no periódico JAMA Pediatrics, conduzida por Anna Sosa, investigou a comunicação entre pais e bebês durante brincadeiras com diferentes tipos de brinquedos.

Os resultados indicaram que a utilização de brinquedos eletrônicos estava associada a menor quantidade e qualidade de interações verbais, quando comparada às experiências com livros e brinquedos tradicionais.

É importante esclarecer que o estudo examinou brinquedos eletrônicos de uma geração anterior, e seus resultados não podem ser automaticamente generalizados aos sistemas atuais de inteligência artificial generativa.

Ainda assim, a investigação oferece uma contribuição relevante: o tipo de brinquedo utilizado pode modificar a dinâmica de interação entre adultos e crianças.

Uma criança pode aprender palavras durante a utilização de um brinquedo interativo. Entretanto, precisamos observar se aquela experiência favorece conversas com outras pessoas, oportunidades de exploração e participação ativa.

O papel da família continua fundamental.

Uma brincadeira simples, na qual adultos e crianças conversam, fazem perguntas e constroem histórias, pode oferecer experiências extremamente importantes para o desenvolvimento.

7 cuidados com brinquedos que utilizam inteligência artificial

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que as famílias compreendam como esses produtos funcionam antes de disponibilizá-los às crianças.

A partir das recomendações da entidade e dos conhecimentos da Psicologia do Desenvolvimento, reunimos sete cuidados importantes.

1. Observe o que a criança realmente faz durante a brincadeira

O brinquedo oferece oportunidades para imaginar, explorar e tomar decisões?

Ou apresenta respostas prontas durante a maior parte da interação?

Uma brincadeira em que a criança cria personagens, inventa situações e resolve problemas oferece possibilidades de participação ativa.

Ao escolher um produto, procure compreender quanto espaço ele oferece para a iniciativa infantil.

2. Entenda como a inteligência artificial funciona

Antes de comprar, procure informações sobre as características tecnológicas do produto.

Verifique se ele utiliza conexão com a internet, microfone, câmera ou mecanismos de armazenamento das conversas.

Observe também a classificação etária, as orientações de supervisão e as funcionalidades que podem ser desativadas.

A transparência do fabricante deve participar da decisão de compra.

3. Proteja os dados e a privacidade da criança

As conversas com dispositivos inteligentes podem envolver informações sobre a escola, a família, os amigos e a rotina da criança.

Esses dados merecem proteção especial.

Verifique se o fabricante informa quais informações são armazenadas, por quanto tempo, com quem podem ser compartilhadas e como solicitar sua exclusão.

Evite permitir que a criança compartilhe dados pessoais ou informações familiares sensíveis.

Quando as condições de privacidade e segurança não estiverem claras, a recomendação da SBP é priorizar outros brinquedos.

4. Converse sobre a diferença entre uma pessoa e um sistema artificial

A criança precisa compreender, de maneira compatível com sua idade, como funciona a tecnologia.

Uma explicação simples pode ajudar:

“Esse brinquedo consegue conversar porque foi programado para produzir respostas. Ele pode contar histórias e responder perguntas, mas não sente as coisas da mesma maneira que uma pessoa.”

O objetivo é desenvolver compreensão e senso crítico.

Essa conversa também permite explicar por que informações importantes, dúvidas emocionais e situações que provocam medo devem ser compartilhadas com adultos de confiança.

5. Preserve momentos de brincadeira livre

Crianças precisam de oportunidades para brincar sem que todas as decisões sejam conduzidas por programas, aplicativos ou comandos externos.

Desenhar, montar, correr, representar personagens, brincar com outras crianças e explorar a natureza continuam sendo experiências importantes.

A brincadeira livre favorece iniciativa, criatividade e diferentes formas de aprendizagem.

Procure garantir que essas atividades tenham espaço na rotina familiar e escolar.

6. Participe das experiências digitais da criança

A supervisão pode acontecer por meio da participação.

Pais, responsáveis e educadores podem experimentar os brinquedos com as crianças, observar suas respostas e conversar sobre o que acontece durante a interação.

Uma pergunta interessante é:

“O que você achou da resposta que esse brinquedo deu?”

Outra possibilidade:

“Você responderia da mesma maneira?”

Essa mediação transforma a experiência em oportunidade para desenvolver pensamento crítico, linguagem e reflexão sobre relações humanas.

7. Observe mudanças na rotina e procure orientação quando necessário

A utilização de uma nova tecnologia pode provocar entusiasmo e aumentar o interesse da criança por determinado brinquedo.

Por isso, é importante analisar o contexto.

Observe se o uso começa a interferir persistentemente no sono, nas atividades escolares, nas brincadeiras presenciais e na convivência familiar.

Também merece atenção quando a criança demonstra sofrimento intenso diante da impossibilidade de utilizar o dispositivo ou passa a tratá-lo como sua única fonte de apoio emocional.

Esses comportamentos devem ser compreendidos em conjunto com outros aspectos do desenvolvimento. Isoladamente, não estabelecem a presença de um transtorno psicológico.

Quando surgirem preocupações significativas, a avaliação de um psicólogo poderá ajudar a compreender a situação e orientar a família.

Qual é o papel da Psicologia diante dos brinquedos com inteligência artificial?

O avanço da inteligência artificial amplia as questões que chegam à clínica psicológica, às escolas e aos serviços de atenção à infância.

Os profissionais precisam compreender como crianças estabelecem relações com tecnologias capazes de responder, aprender e personalizar interações.

Na Psicologia Infantil, podemos investigar as experiências emocionais associadas ao uso desses dispositivos, as relações familiares e as oportunidades de socialização.

Na Neuropsicologia, é possível estudar as relações entre diferentes experiências de brincar e processos como atenção, linguagem, memória, flexibilidade cognitiva e funções executivas.

Na Psicologia Escolar e Educacional, o desafio envolve orientar professores, famílias e gestores sobre o uso responsável dos recursos digitais, considerando as necessidades individuais dos alunos.

Também existem questões importantes para os profissionais que trabalham com crianças autistas e com outras condições do neurodesenvolvimento.

Tecnologias interativas podem apresentar possibilidades de acessibilidade, apoio à comunicação e participação em determinadas atividades. Entretanto, a indicação deve considerar objetivos específicos, características individuais, supervisão profissional e evidências disponíveis.

O psicólogo atuante precisa compreender tanto as possibilidades quanto os limites de cada tecnologia.

Essa compreensão exige conhecimento científico atualizado e capacidade de avaliar situações concretas.

O Instituto Suassuna e a formação de psicólogos para os novos desafios da infância

No Instituto Suassuna, acreditamos que a formação do psicólogo precisa acompanhar as transformações sociais e tecnológicas que modificam a experiência humana.

O desenvolvimento infantil, a inteligência artificial e as relações afetivas formam um campo de investigação que conecta diferentes áreas da Psicologia.

Nossas formações oferecem caminhos para profissionais interessados em aprofundar seus conhecimentos, especialmente por meio das pós-graduações em:

  • Neuropsicologia e Avaliação Psicológica Integradas, para compreender processos cognitivos e desenvolver competências de avaliação psicológica.
  • Neuropsicologia da Infância e Adolescência, com atenção ao desenvolvimento cognitivo, emocional e às particularidades da avaliação infantojuvenil.
  • Gestalt para Crianças e Adolescentes, voltada à compreensão das experiências infantis, do brincar e das relações.
  • Análise do Comportamento Aplicada (ABA) ao Desenvolvimento Atípico, com estudos sobre desenvolvimento, aprendizagem e intervenções baseadas em evidências.
  • Gestalt-terapia e Abordagem Gestáltica Ampliada, que contribui para uma compreensão contextual e relacional da experiência humana.

Essas formações constituem caminhos para aprofundar competências que podem ser aplicadas à análise dos desafios digitais contemporâneos, respeitando a especificidade de cada curso.

O avanço dos brinquedos inteligentes também aponta para a possibilidade de desenvolver programas complementares de formação sobre Brincar, Vínculos Afetivos e Inteligência Artificial, reunindo Psicologia do Desenvolvimento, Neuropsicologia, educação digital e avaliação de riscos psicossociais.

Nosso compromisso é preparar profissionais para compreender as transformações do mundo e oferecer respostas responsáveis às necessidades das pessoas.

Conheça as pós-graduações do Instituto Suassuna e desenvolva novas possibilidades para sua atuação profissional.

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Inteligência artificial nos CEMEIs: por que precisamos formar professores?

A discussão também precisa chegar à educação infantil.

Os Centros Municipais de Educação Infantil, os CEMEIs, são espaços fundamentais para o desenvolvimento de crianças pequenas e para a construção de relações sociais fora do ambiente familiar.

Professores e demais profissionais da educação enfrentam o desafio de integrar diferentes recursos tecnológicos às práticas pedagógicas.

Nesse cenário, torna-se importante desenvolver critérios para avaliar brinquedos e ferramentas digitais.

Uma proposta de capacitação pode trabalhar temas como desenvolvimento socioemocional, linguagem, brincadeira livre, segurança de dados, supervisão e identificação de interações inadequadas.

O IBCES, por meio de suas possibilidades de atuação social e educacional, pode contribuir com a construção de uma cartilha de orientação sobre brinquedos inteligentes e desenvolvimento infantil, acompanhada de atividades formativas para profissionais da educação.

A iniciativa também pode incorporar pesquisa aplicada, com avaliação dos conhecimentos dos educadores antes e depois da formação e acompanhamento de mudanças nas práticas pedagógicas.

Dessa maneira, o conhecimento científico poderá orientar ações educativas e contribuir para a proteção da infância.

Quando buscar atendimento psicológico para uma criança?

Mudanças no comportamento infantil podem estar associadas a diferentes fatores.

Dificuldades escolares, conflitos familiares, alterações na rotina, experiências de rejeição, ansiedade e problemas de relacionamento precisam ser compreendidos considerando a história e o contexto de cada criança.

Quando a família observa sofrimento emocional persistente, dificuldades importantes na convivência ou mudanças significativas na rotina, uma avaliação psicológica pode contribuir para compreender o que está acontecendo.

O acompanhamento profissional também oferece oportunidades de orientação parental, fortalecimento dos vínculos familiares e desenvolvimento de estratégias adequadas às necessidades infantis.

O Todos Cuidados, iniciativa de cuidado psicológico acessível, trabalha para ampliar o acesso da população aos serviços de Psicologia.

Buscar orientação é uma maneira de compreender melhor as necessidades da criança e oferecer condições para seu desenvolvimento.

O futuro do brincar depende das escolhas que fazemos hoje

A inteligência artificial continuará participando da vida das crianças.

Novas tecnologias poderão ampliar possibilidades de aprendizagem, acessibilidade e interação. Ao mesmo tempo, poderão apresentar desafios para os quais ainda precisamos construir respostas científicas, educativas e regulatórias.

O alerta da Sociedade Brasileira de Pediatria reforça a importância de acompanhar essa transformação com responsabilidade.

Uma criança precisa de oportunidades para imaginar, experimentar, brincar com outras crianças, conversar com adultos e descobrir maneiras próprias de participar do mundo.

Ela precisa aprender que as pessoas pensam de maneiras diferentes, que os relacionamentos exigem cuidado e que os sentimentos fazem parte da experiência humana.

Os brinquedos podem enriquecer essas descobertas.

Entretanto, precisamos compreender quais experiências são oferecidas, como os dispositivos funcionam e o espaço que passam a ocupar na vida infantil.

Talvez uma das maiores contribuições da Psicologia neste momento seja ajudar famílias, escolas e profissionais a preservar as condições necessárias para que as crianças continuem desenvolvendo autonomia, criatividade e vínculos humanos significativos.

Porque o desenvolvimento infantil acontece na relação entre a criança, suas experiências e o mundo que ela está aprendendo a conhecer.

Instituto Suassuna: formando psicólogos atuantes para compreender e cuidar das pessoas diante dos desafios de seu tempo.

Referências científicas e institucionais

  1. Sociedade Brasileira de Pediatria. (2026). Brinquedos digitais: mais alertas de saúde. Orientações para famílias e pediatras sobre brinquedos com inteligência artificial. Documento institucional.
  2. Agência Brasil. (2026, 21 de outubro). Pediatras alertam para riscos de brinquedos com IA. Reportagem.
  3. Yogman, M., Garner, A., Hutchinson, J., Hirsh-Pasek, K., & Golinkoff, R. M. (2018). The power of play: A pediatric role in enhancing development in young children. Pediatrics, 142(3), e20182058. https://doi.org/10.1542/peds.2018-2058
  4. Sosa, A. V. (2016). Association of the type of toy used during play with the quantity and quality of parent-infant communication. JAMA Pediatrics, 170(2), 132–137. https://doi.org/10.1001/jamapediatrics.2015.3753
  5. UNICEF. (2025). Guidance on AI and children: Version 3.0. Orientações sobre inteligência artificial e direitos da criança.
  6. UNICEF. (2026). When AI becomes a friend: Child rights risks, harms, and regulatory responses to AI chatbots and companions. Documento de políticas públicas.
  7. Conversational artificial intelligence and children’s social-emotional development: A scoping review. (2026). Pesquisa indexada no PubMed.

Texto compilado por Dr. Danilo Suassuna

Psicólogo, doutor em Psicologia, pós-doutor em Psicologia e Educação e CEO do Instituto Suassuna.

⚠️ Nota editorial: Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educacional, produzido por profissionais de Psicologia credenciados. Não substitui avaliação, diagnóstico ou acompanhamento psicológico individualizado. Em caso de sofrimento psíquico, procure um psicólogo ou serviço de saúde mental.